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Poeira levemente Mofada. Desabafo
Refletindo que nem um idiota depois de um sonho não menos idiota, no qual um garotinho chegava à porta de um Felipe mais velho, com uma carta explicando que era meu filho (Não, não era um filme do Adam Sandler..) e que sua mãe havia morrido e bla bla bla, pensei na sorte que o bastardo teria. Além obviamente de ser meu filho(háá), e ter um pai sem estabilidade financeira, mas compreensivo e liberal e MUITO legal, os 'tios' e 'tias' que o pirralho teria. Sério, olha só, músicos de toda sorte, cinéfilos apaixonados, professores, mestres, atores... sem contar os tios nulos e sem graça pra equilibrar o garoto pra esse mundo nulo e sem graça.
Foto pra ilustrar meu atual estado de preocupação com pessoas e coisas :) Escrito por Felipe Gonçalves às 16h58 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Masturbação com Teclas
Lisboa, janeiro de 1921
Cinza era um jovem pianista do teatro Municipal. Aos dezoito, já tinha saído com as dançarinas mais bonitas da companhia local, mesmo nem sendo tão bonito assim. Quando mais novo, era um romântico inveterado (pra começo de conversa, foi por isso que virou pianista). Era muito esperto porém, e aprendia rápido. Após uma série de decepções amorosas, se moldou frio, cruel e com um coração bem peludo. Cinza aprendeu à seduzir – pulava de cama em cama sem nenhuma culpa. Numa bela tarde de quarta feira, Cinza foi confrontado pelo namorado de uma de suas conquistas, em uma taberna encardida. A sanidade do pobre namorado, caiu perante à pressão de ser sempre comparado à Cinza. A discussão esquentou e virou uma briga. Ao se defender de uma garrafada, Cinza teve os tendões de seu braço separados cirurgicamente pelos cacos de vidros.
Seis meses depois, Cinza desistiu de se frustrar e se magoar: sua carreira estava realmente acabada. O pobre rapaz tentou pular no rio Tejo, mas pela falta (ou sobra!) de coragem, não o fez. Cinza começou à dar aulas de piano para algumas crianças abastadas, e pra engrossar sua renda, virou afinador de pianos. A auto estima de Cinza começou à se recuperar quando ele teve uma série de casos com mães de alunos, filhas ou jovens esposas de velhos senhores ricos, flácidos e tediosos. Afinal seu charme não se baseava em sua música. Quando cinza fez vinte e cinco anos, foi brindado com uma festa na casa de um rico comerciante local chamado Aurélio. Cinza ensinava o caçula de Aurélio, e sempre fazia hora extra no quarto da esposa dela. Aurélio – que desconhecia as infidelidades da esposa - amava Cinza como um filho. O dia da festa de aniversário de Cinza, foi o mesmo que o da volta da primogênita de Aurélio, Ângela. Ela estudava Artes em Londres. Ângela era uma moça com vinte e poucos anos, altura mediana, peso mediano, (uma moça comum!). Ângela mantinha os cabelos curtos, e a visão de seu pescoço nu, deixou Cinza desconcertado. Ela não era tão comum assim afinal.. Os dois foram apresentados – e Aurélio se deliciou ao notar o interesse do querido professor de seu filho. Ela porém, parecia apática e distante. Para a surpresa e desespero de Cinza, ela parecia imune à todos seus encantos.
Cinza foi tomado pela obsessão. Tinha um novo objetivo na vida: Destruí-la.
Escrito por Felipe Gonçalves às 11h03 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Grades Invisíveis III Capítulo 0.5 O marcador da hypervelocidade informava que chegariamos em poucos minutos. - Ava comece os preparativos. Prepare meu traje espacial. Faça uma varredora militar na área. Carregue os canhões e deixe os escudos prontos pra serem baixados. - Entendido, Capitão. Três anos. Três anos esperando este momento. Estranho que não há medo. Nem dúvidas. Só, e apenas só, essa maldita ansiedade. Vou seguir as palavras do Lou Reed e do Brandon Flowers, e ficar tranquilo (Maldita Ava, tem mais sensibilidade que a maioria dos humanos que conheci). O sinal parou de piscar. A sensação de solavanco fez força contrária. O coração pulou. - Tudo pronto, Capitão. Em dois minutos estava pronto pra sair da nave. Olhei pela escotilha. Era um asteróide. Estava dentro de um asteróide. - Fique atenta Ava, estou descendo. - Boa sorte capitão. - ela fechou a porta dedespressurização atrás de mim. Era hora. O Espaço se abriu estoneante diante de meus olhos. Operei meu Jetpack, e chequei mais algumas leituras. Uma radiação estranha surgiu no radar. - Ava? - Já estou checando, Capitão. E de qualquer forma, está muito distante, continue.
O tempo não existia ali. Pousei no asteróide. Ele tinha um pequeno campo gravitacional. Meu objetivo estava à duzentos metros de distância.
O terrenho era irregular e agressivo, e levei mais tempo que planejava na caminhada. Quando o sinal ficou mais forte, me deparei com uma grande fissura na rocha. Estava em cima do sinal, à três metros, precisamente. Pensei em descer de Jetpack, mas gastaria muito combustível por causa da gravidade. Saquei um gancho e o prendi no cinto. Comecei à descida. Um passo de cada vez. Zumbido no ouvido. Coração na boca. A Cratera. Me impulsionei pra dentro. Lá estava. Era impossível ver, porque quase fui cegado pela luz emitida. Estava à um metro do real significado da minha existência. Apito agudo. olhei pra fora. - Alerta vermelho, Capitão! - Ava berrou no meu ouvido. A Hit and Grace fez uma manobra e descarregou seus canhões. Virei espectador, sem entender o que acontecia. Um disparo ionico riscou o céu, e a Hit and Grace. Olhei pra fonte, e entendi tudo. A Hit and Grace implodiu. Perdi um pedaço de mim. Cai de joelhos.
Esparando o inevitável, destravei minha arma...
Escrito por Felipe Gonçalves às 18h09 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Grades Invisíveis II
Capítulo 2
- 5472.
- Sim, senhor.
- Como A consegue chegar à C sem passar pela trajetória 2?
- Eu não sei, senhor - é estupidamente fácil na verdade. Não gosto de ajudar essas coisas, porém.
- Sem problemas. Volte para seu lugar.
- 5612.
...
O Púrpura, inocente que só, resolveu o problema. As coisas não contiveram seu prazer. Ele foi transferido pra outro setor.
Talvez esteja morto. Talvez esteja traçando estratégias de batalha num cruzador. Talvez esteja projetando alguma rota espacial. Não me importo, na verdade. Me pergunto com um sorriso calmo, o que eles colocam na comida.
O dia passou borrado, e sem incidentes.
Magenta e eu fizemos um jam session. Eu no sampler e ela na flauta transversal. Tocamos uma música alegremente vazia.
Magenta é tão linda. Queria tanto poder tocá-la. Porque sei que não posso?
Borrão branco.
(...)
As coisas estão ficando muito confusas. Talvez tenha virado o garoto d'A História Sem Fim sem perceber.
Só está ficando a lógica, que cada vez mais fica apurada.
Foi ótimo ter pensado no diário. Leio coisas que já não lembrava.
Estou muito assustado.
E com o passar desses dias, tenho cada vez mais certeza que tenho que sair de qualquer forma.. Escrito por Felipe Gonçalves às 15h17 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Grades Invisíveis. Este é o começo de um conto que rabisquei numa noite insone. O texto tem uma música em anexo logo adiante :)
Capítulo 1
Meu número de registro é 23.5472.PPA-88/12.
Descobri acidentalmente que os quatro últimos dígitos são do ano que nasci, e o ano que fui preso.
Não faço idéia o que os outros significam. Talvez sejam só números de registro mesmo.
Bom, meu nome é Cinza. Sou; não, era capitão do Hit and Grace, uma espaçonave classe B, intergaláctica.
Excelente veículo por sinal, viajava praticamente sozinho.
[a sirene tocou.
Parece apenas outro dia comum.
Sou prisioneiro do Complexo 701, e fico alojado na torre 12. Pensar que existem pelo menos outros 700 lugares iguais a esse
me faz querer gritar. Mas passa. Aqui tudo passa. Me pergunto com um sorriso calmo, o que eles colocam na comida.
Começou a tocar Muse nos alto falantes de alta definição. Me sinto bem.
Não temos grades nas nossas celas, não temos guardas. Pra falar a verdade, às vezes esqueço que estou preso.
Tenho uma pequena biblioteca à minha disposição, um sintetizador muito bacana (que lembra muito do meu contrabaixo velho esquecido no passado), e podemos conversar livremente com os outros prisioneiros. Talvez pra nos ocupar, eles nos deixam encarregados de responder perguntas lógicas e de cunho filosóficos. Nada me dizem mais.
Levanto e me alongo, enquanto caminho até a sala de refeições, noto que nossa sexualidade desapareceu. Me pergunto com um sorriso calmo, o que eles colocam na comida. Muse me dava tesão.
Eu não sei há quanto tempo estou aqui. Algo entre um mês ou dez anos. Isso não importa realmente. O que realmente incomoda um pouco é uma sensação que vem à cada hora que estou acordado. Sinto algo muito frio sendo injetado nas minhas veias cavas, tomar meu coração e ser pulsado pra todo o corpo. Sempre tremo quando isso acontece. Um choque térmico que dói. É algo que me lembra que estou vivo. Talvez a última coisa que faça isso. O irônico é que tenho vislumbres dessa sensação na minha infância. Venho esquecendo coisas, pessoas e idéias, porém. Por isso achei melhor rabiscar um diário. Escrevo violentando as folhas avessas d'O Avesso das Coisas. Sei que Drummond não se importaria. Foi assim que comecei.
Capítulo 0
Por três anos, viajei sem tripulação na Hit and Grace, que é uma espaçonave classe B, intergaláctica linda, linda.
[a sirene tocou.
-Bom dia Capitão Cinza - era a voz metálica de Ava, a alma e o cérebro da Hit and Grace - Há leituras novas, senhor. Seu desjejum está pronto.
Cocei os olhos, procurei os óculos. Estavam em cima do exemplar surrado d'O Guia do Mochileiro das Galáxias, que o Koji me deu antes da minha partida.
Bocejando, peguei meu cappuccino sintético e sentei na frente do terminal de navegação de Ava. Enquanto tomava minha bebida, sorvia as novas leituras que ela lia. De repente engasguei e quase lavei o terminal de cappuccino:
- Ava, para! Volta na última leitura - Lá estava, A Anomalia.
-Passe pelos scanners de partículas alfa.
-Só há radiação nos escudos, Capitão.
-Nós encontramos Ava! Altere o curso e ligue a hypervelocidade agora!
-Capitão, nós não temos certeza.
-Eu tenho Ava, eu tenho.
-Entendido E aquele solavanco desagradável nos envolveu...
Escrito por Felipe Gonçalves às 12h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Medo.
Você que é amigo meu há tantos anos, me condena? Nunca julgo ninguém, você sabe. - ele respondeu triste.
Correu, correu, correu, viu a beira. E seus eus mais cautelosos fincaram suas garras no seu cérebro. Voar. Não pediu asas, não pediu chão. E pela primeira vez ele gritou: Eu! Enquanto saltava.
Escrito por Felipe Gonçalves às 11h05 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Vida Medíocre.
Tenho real noção de como os dias são de par em par, ou de três em três, quando desço do ônibus de noite.
Moro num bairro suburbano, e depois das onze, as ruas são desertas. Não são opressoras, porém. Me dar conta de que mais um dia passou e nada mudou, me cria um desespero suicida. Tento sorver cada detalhe da rua: uma janela redonda diferente, um grafite sujo, um cão vadio à fucinhar o lixo, uma placa torta, o Fusca creme que era do esposo da viúva da esquina, que está há quinze anos parado, tomando pó e chuva..
Terminei de ler 'Os Suicidas', falando nisso. Terceiro livro na semana. hahaha, tempo livre ..
A mediocridade da vida é notada por exemplo, quando você cuida das compras, e vai pro Supermercado às quartas, por volta das nove horas. Só aposentados e donas de casa. Todos com desesperança estampada na cara. O que vou fazer pro almoço? É aquele velho sonho: casar, ter filhos, um labrador quem sabe.. Tenho me sentido tão deslocado. E olha que depois o estranho sou eu! Pela primeira vez na minha vida, consegui musicalizar uma letra minha. FIZ uma música É sobre tesão, desejo e obsessão. O Adriano ficou de gravar, upo assim que ele o fizer. Minhas aulas começaram Vou fugir pra algum lugar. Escrito por Felipe Gonçalves às 00h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Desabafo.
vejo meus amigos tristes, e não posso fazer muita coisa além de oferecer um ombro.
Eu quero continuar à acreditar que vale a pena ACREDITAR que isso não tá certo, e
que não, não é assim mesmo, e a vida não é só isso.
Estou retomando um romance que deixei jogado num caderno.
Comecei à assinar como Felipe Juliare, e subi quatro músicas de um ensaio
nesse myspace.
abre parênteses,
Não queria comentar isso, sério, ficou banalizado sendo assunto do Datena ao Marcos Mion,
fiquei muito triste com a morte prematura da maior estrela dessa era.
Fiquei tocado em ver um amigo do meu irmão, arrasado por ser um grande fã.
Nem toda a geração depois da minha é mais conservadora que a de meus pais.
E juventude não é só NxZero.
Chorei ao ver seu último ensaio. Comentei até com minha mãe, se pudesse escolher qualquer show pra ver esse ano,
escolheria-o. Eu realmente acreditava que seria A volta.
fecha parênteses.
Me siga no twitter, vou desabilitar logo minha conta no orkut.
Enfim, finalmente vejo mudanças à caminho,
e sei lá, este post é mais um desabafo que um post regular.
Eu aceito e-mails também, felipe_sg@hotmail.com
Só pra entrar no clima :) E como avisei pra Silvia, essa realmente virou single, e vai ser um dos grandes do GD.
beijo à todos. Escrito por Felipe Gonçalves às 10h38 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] "Beba-me" Ontem o Daniel me ligou avisando que o Roberto Justos linkou e elogiou em seu twitter o trabalho de moda que Tami fez. Sensacional mesmo: Parabéns meu bem! Escrito por Felipe Gonçalves às 21h19 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] W.W.J.D? (kick ur ass, máda) No meu primeiro dia de SENAC, tive aula com uma pseudopiscicologa, que nos instruiu à falar sobre nós através de um objeto pessoal. Todos participaram, alguns foram reticentes, outros se expuseram sem medo. Um determinado ser, sacou uma Bíblia (Não disse nada sobre si, além do nome) e nos brindou com uma pregação. Um pouco antes de ser interrompido pela professora, ele soltou: "-... Antes de tudo que vou estar fazendo(sic) na vida, me pergunto: O que Jesus faria?" Minha tolerância à fanáticos acéfalos do front fanático pseudocristão, não estava lá muito alta, ainda mais somando na equação o pomposismo ignorante (aquela velha arte de dizer grandes imbecilidades de uma forma quase bonita), não tornam nosso amigo uma pessoa muito agradável. Numa bela terça feira numa aula precedente à uma prova de anatomia, a professora estava explicando o surto de AIDS dos anos 80, principalmente e inicialmente no meio homossexual, quando nosso herói começou um discurso homofóbico terminado em: "-... e você deve se perguntar, Jesus aprovaria isso?" Depois de uma longa discussão e um intervalo, entramos pra fazer a prova. Nosso amigo sentou na minha frente. Então, pra minha surpresa e grande prazer, ele pediu algumas respostas. Prontamente respondi à 'me passa 5?', com: -Jesus não aprovaria isso.
Em tempo, Jesus era um cara legal pra caralho, mas os cristãos não sabem disso E acreditam saber, enfim... (Jesus deve curtir coisas como Nofx).
Escrito por Felipe Gonçalves às 11h02 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Depois nos chamam de tolos saudosistas...
..Qui gôlaço!! Escrito por Felipe Gonçalves às 09h32 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Em um grão.
Toda uma colheita existe em um grão Cada gene contém um corpo inteiro Um mundo está contido em um coração Uma sinfonia tocada com um acorde só.
Vem, me queima inteiro
Um café, um livro, um pensamento, Palavras sussurradas num leve arrepio Um beijo, num dia frio e cinzento, Um toque, um desejo.
Vem, me queima inteiro Vem, me queima inteiro E vemos o mundo num grão Espero morrer no fim Porque o gosto se perde Depois de tê-la enfim. Tudo vira sombra.
Vem, me queima inteiro E vemos o mundo num grão
No teu sexo o infinito Nos teus olhos, os meus. Nos teus seios eu descanso, E nos lábios, me queimo.
Um café, um livro, um pensamento, Palavras sussurradas num leve arrepio Um beijo, num dia frio e cinzento, Um toque, um desejo.
Vem, me queima inteiro Vem, me queima inteiro E vemos o mundo num grão.
Escrito por Felipe Gonçalves às 23h18 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O Tradutor de Fodas.
Quando trabalhei no centro velho de São Paulo, Conheci um indiano de uns quarenta anos chamado Raj, que tinha uma história de vida Incrivelmente interessante, (ao qual eu sugeri várias vezes escrever um livro), porém, triste. Raj era amigo de infância de um dos chefes da empresa, lá nos EUA Ele era um grande empresário de informática e perdeu tudo com a queda das Torres Gêmeas. Inclusive sua esposa, casa e muitos amigos. Na mesma empresa, trabalhava uma mãe solteira, endurecida e calejada, chamada Raquel. Raquel não tinha uma beleza nada espetacular. Aos trinta e poucos, tinha uma constituição bem tipicamente brasileira e um Constante olhar de desafio no rosto. Raj tinha um sério problema, não falava uma palavra de português, portanto, aqui no Brasil, só conversa com seu amigo e comigo. Raquel sabia dizer Good Morning e Fuck You.
Com uma troca rápida de olhares e um par de sorrisos, ela foi parar na cama dele.
Raquel me procurou com uma carta, escrita em inglês por Raj. Eu lhe traduzi na escada de emergência. Meu colega indiano estava infantoidiotamente apaixonado Pelo calor brasileiro dela. Ela me ditou uma resposta, na qual eu dei uma leve melhorada, corrigindo alguns erros.
Maldita boa ação. Todos os dias eu traduzia uma ou duas cartas e suas respectivas respostas. Porém, eu sentia uma estranha sensação de prazer, baseada no controle daquelas vidas.
Raj, pelo que descobri por um fato engraçado, não sabia que era eu quem as traduzia, e, portanto Conhecia seus segredos mais íntimos, desde inseguranças, alcovas, sentimentos à planos. Raj começou a estudar português com muita dificuldade. E um belo dia pediu ajuda à Raquel numa tradução, Na qual ela explicou que não podia ajudar. Depois desse dia, Raj passou a ser uma pessoa extremamente formal comigo. Porém, as cartas não pararam.
Num lindo sábado, dois meses depois da primeira carta, recebi uma SMS de Raquel pedindo ajuda. Ela estava cansada do sentimentalismo adocicado de Raj. Raj até mentia sobre sua atual situação financeira, e gastava seus parcos reais em agrados para o filho de Raquel. Raquel estava trepando esporadicamente com o Chefe e amigo de Raj. Aparentemente (segundo minhas análises de personalidade), o amigo de Raj sempre ficou sob seu comando, e quando Raj quebrou, ele não exitou em contratá-lo e trazê-lo pro Brasil. Ele quis ser superior até em conseguir sua mulher.
Raquel me confessou que o chefe era bem canalha, e que ela sentia falta de 'dar com vontade e sem frescura'. Raquel chutou Raj. O chefe chutou Raquel. Raj foi consolado pelo amigo/chefe.
Na terça feira seguinte, Raj me procurou e contou que voltaria pros EUA resolver umas coisas, e de lá iria trabalhar em Londres. Não sei o que era verdade. Ele simplesmente olhou pra mim, e disse em português capenga. - Filip, obrrgado pêla sua discrissão, my friend. Apertamos as mãos, e eu senti pena. Nunca mais vi Raj.
Recebi um e-mail dele porém. Há umas semanas. Raj está com uma espanhola deliciosa, e está se reerguendo com um site de relacionamentos para românticos. Eu ri.
Escrito por Felipe Gonçalves às 09h48 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ARTISTA IGUAL PEDREIRO.
Em tempo, indico este álbum do surpreendente Macaco Bong, trio instrumental de Cuiabá, que toca um rock tão original, que não consigo defini-lo. O show dos caras, é sensacional, um dos melhores que já vi. Fiquei dezoito horas na Virada Cultural, e eles conseguiram deixar até o Zeca Baleiro pra trás. Você pode baixar o cd gratuito aqui.
Escrito por Felipe Gonçalves às 13h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] IGUAL QUEIJO.
Otávio adorava queijo. Ele sonhava em ter dinheiro suficiente pra virar um apreciador de queijos. Otávio detestava parmesão. Para Otávio, parmesão nem se quer queijo era, [era apenas um estrato misturado com algum sabor artificial. Numa bela tarde de terça feira, Otávio sentou num restaurante mais requintado que os de costume. Otávio provou parmesão de qualidade. Otávio ficou surpreso. Otávio comprou parmesão de qualidade. Toda vez que ia à cozinha, Otávio abria a geladeira, e comia um pouco de parmesão. Hoje Otávio ama queijos de verdade e sabe aprecia-los de verdade. Otávio ama parmesão. Marcelo sempre quis casar e ter filhos. Escrito por Felipe Gonçalves às 12h53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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